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Fundamentos

Todo o trabalho realizado pela equipe da AMANI ESSENCIAL é fundamentado nos Valores Civilizatórios Afrobrasileiros, nos princípios do Nguzo Saba, do Ubuntu e nas Filosofias Nilóticas e Iorubanas.

Valores Civilizatórios Afrobrasileiros

Fonte: A Cor da Cultura

Corporeidade: Este conceito nos ensina a respeitar cada milímetro do corpo humano, que deve estar presente em cada ação e em diálogo com outros corpos. As demandas corporais devem ser consideradas. Afinal, o corpo atua, registra nele próprio a memória de várias maneiras, seja através da dança, da brincadeira, do desenho, da escrita, da fala. Das músicas às danças, com tudo o que elas anunciam e denunciam. Os corpos dançantes revelam memórias coletivas.

Oralidade: Herança direta da cultura africana, a expressão oral é uma força comunicativa a ser potencializada. Jamais como negação da escrita, mas como afirmação de independência. A oralidade está associada ao corpo porque é através da voz, da memória e da música, por exemplo, que nos comunicamos e nos identificamos com o próximo.

Circularidade: Todos nós conhecemos o prazer que advém do ato de sentar em roda com amigos para contar histórias, fazer música, brincar com jogos ou manifestar a religiosidade. Os próprios valores civilizatórios são bons exemplo de circularidade. A vida é cíclica. Podemos estar muito bem agora e numa posição ruim depois até que voltemos a um estado satisfatório. A humanidade inteira permanece unida por este sentimento circular.Religiosidade: Para a nação afro-descendente, religiosidade é mais do que religião: é um exercício permanente de respeito à vida e doação ao próximo. A propósito, em tempos de tanta violência gratuita, vale pontuar que a vida é um dom divino, de caráter transcendental, e deve ser usada para cuidar de si e do outro.

Memória: Para despertar o sentimento de afro-brasilidade e, sobretudo, de orgulho ao exibi-la, é necessário mexer no eixo do racismo e da memória: o racismo como algo a ser enfrentado e a memória para que a presença africana que habita em nós possa emergir livremente.

Ludicidade: Entre suas variadas utilidades, os jogos sempre viabilizaram o aprendizado. Também serviram para transmitir as conquistas da sociedade em diversos campos do conhecimento. Quando os membros mais velhos de um grupo revelam aos jovens como funciona um determinado jogo de tabuleiro, por exemplo, eles transmitem uma série de conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural daquele grupo

Ancestralidade: Quando se pensa em ancestralidade, faz-se uma imediata ponte com a história e a memória. Convém não esquecer o passado. Não há fórmulas complexas para vivenciar o que é, de fato, a ancestralidade. Quer provar? Então saia em busca do relato dos mais velhos, que trazem o rico imaginário afro-brasileiro.

Cooperativismo: Falar sobre cultura negra requer usar a palavra ‘coletivo’. Pensar em africanidades é pensar em comunidade, em diversidade, em grupo. Imaginem o que teria acontecido com a população negra num sistema escravocrata se houvessem desprezado o princípio da parceria, do diálogo, da cooperação? E ainda nos dias que corre, nesta sociedade racista excludente?

Energia Vital: O princípio do axé é a vontade de viver e aprender com vigor, alegria e brilho no olho, acreditando na força do presente. Em nada se assemelha a normas, burocracias, métodos rígidos e imutáveis. Pelo contrário. Tudo é uma possibilidade para quem é guiado pelo axé.

Musicalidade: Famosa no mundo inteiro pela sua qualidade inconteste, a música brasileira tem os dois pés bem fincados no Continente Negro. Quem resiste aos encantos de uma batucada? A musicalidade, a dimensão do corpo que dança e vibra em resposta aos sons só reafirma a consciência de que o corpo humano também é melódico e potencializa a musicalidade como um valor.

Princípios do Nguzo Saba
Kwanzaa é uma celebração anual da cultura Africano-Americana realizada a partir de 26 dezembro a 1 janeiro. Foi criado por Maulana Karenga e comemorado pela primeira vez em 1966.
Kwanzaa, os sete princípios de Kwanzaa, ou Nguzo Saba (originalmente os sete princípios do patrimônio africano), foram desenvolvidos em 1965. Esses sete princípios incluem Kawaida, uma palavra suaíli que significa "comum". Cada um dos sete dias de Kwanzaa é dedicado a um dos princípios.
As famílias que celebram o Kwanzaa decoram suas casas com objetos de arte, tecidos africanos coloridos e frutas frescas que representam o idealismo africano. É costume, nas cerimônias, dar respeito e gratidão aos antepassados.

 

Umoja (Unidade): Buscar e manter a unidade na família, comunidade, nação e raça.

Ujima (Trabalho Coletivo e Responsabilidade): Construir e manter nossa comunidade juntos e tornar os problemas de nossos irmãos e irmãs nossos problemas e resolvê-los juntos.

Ujamaa (Economia Cooperativa): Construir e manter nossas próprias lojas, lojas e outros negócios e lucrar com eles juntos.

Nia (Propósito): Tornar nossa vocação coletiva a construção e o desenvolvimento de nossa comunidade, a fim de restaurar nosso povo à sua grandeza tradicional.

Kuumba (Criatividade): Fazer sempre o máximo que pudermos, da maneira que pudermos, para deixar nossa comunidade mais bonita e benéfica do que a herdamos.I

Mani (Fé): Crer de todo o coração em nosso povo, nossos pais, nossos professores, nossos líderes e a justiça e vitória de nossa luta.

Kujichagulia (autodeterminação): Para definir a nós mesmos, nomear a nós mesmos, criar por nós mesmos e falar por nós mesmos.

Filosofias Iorubanas
Os orixás do Brasil são divindades que se assemelham aos orixás da África. Eles são diretamente ligados aos elementos da natureza. Cada um tem sua personalidade, sua história, saudações, cantos e comidas. Dentro das tradições são cultuados de formas e dias específicos. Os orixás são portadores do Asè, força responsável pela energia positiva.

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